´Eu me sinto um cidadão no mais amplo sentido da palavra´

 ‘Eu me sinto um cidadão no mais amplo sentido da palavra’

O Escotismo é o maior movimento estudantil do mundo, sendo o de Sergipe bastante reconhecido mundo a fora e com diversas realizações ao longo dos anos. O presidente do Grupo de Escotismo Uirapuru, Carlos Nascimento, fala com a equipe do Inclusão Social um pouco mais sobre a instituição e seus planos futuros.

Inclusão Social – Quando surgiu o Grupo Escotismo Uirapuru? Por quê?

Carlos Nascimento – O Grupo Escotismo Uirapuru foi autorizado a funcionar no dia 3 de março de 1983, com o nome de Grupo Escoteiro Universal. Mas a sua data oficial de fundação é 13 de maio de 1983, pois a data de fundação de qualquer Grupo Escoteiro é sempre aquela em que se faz a primeira cerimônia de promessa de um de seus membros. A idéia das pessoas que fundaram o Grupo era ampliar a visão do movimento escoteiro pela comunidade.

IS – Quais são os objetivos do Grupo?

CN – Em nosso Plano Estratégico definimos a nossa Visão de Futuro: "Ser reconhecido pela comunidade aracajuana e pelos órgãos integrantes do Movimento Escoteiro nos diversos níveis como referência na prática do Escotismo". Como missão: "A prática do Escotismo tal e qual delineado pela União dos Escoteiros do Brasil, de modo a contribuir para o desenvolvimento dos ideais do Movimento Escoteiro, especialmente em Aracaju".

IS – Ao longo desse tempo, quais foram as realizações do Uirapuru?

CN – Nós podemos classificar as realizações em dois tipos: aquelas conquistadas dentro da organização escoteira e para a comunidade. Dentro da organização escoteira são várias, mas destacamos o fato de termos sido o primeiro Grupo Escoteiro totalmente co-educacional em Sergipe, um dos primeiros do Brasil, isto é, aberto à participação de meninos e meninas. No âmbito comunitário há vários projetos, mas aqueles que nos marcaram mais foram as campanhas de recuperação de brinquedos para doação. Apesar de ter sido uma ação temporária, até hoje há pessoas que doam brinquedos para o Grupo, o mesmo aconteceu com a campanha "Ler é o que pega", a qual vamos repetir agora em outubro.

IS – Quais são os projetos futuros do Grupo?

CN – A nossa meta é ser um Grupo Escoteiro completo, atendendo aos jovens dos 7 aos 21 anos e também um Grupo inclusivo, aberto à participação de jovens que tenham necessidades especiais ou sejam portadores de alguma deficiência. Atualmente a maior parte de nossos voluntários adultos estão se capacitando em um curso de Libras.

IS – Fale um pouco sobre o evento "Dia de fazer a diferença", realizado por vocês e outras ONGs.

CN – O Dia de Fazer a Diferença para nós já está se tornando uma atividade tradicional. É uma atividade internacional, que no Brasil conta com a colaboração da União dos Escoteiros do Brasil. A proposta é que pessoas, individualmente ou em grupos, façam algo por sua comunidade. Este ano, trabalhamos com "Educação pela Paz" e com preservação dos recursos ambientais, especialmente da água, dentro de um Projeto do WWF e Grupo Interagir. Para isto contamos com a colaboração de voluntários do CEPECS Brasil.

 IS – Como fazer para ajudar e participar?

CN – Há duas formas de ajudar e participar do Grupo Escotismo Uirapuru: direta e indireta. A indireta é apoiando os nossos projetos e atividades, e a direta é participando como membro juvenil (7 aos 21 anos) ou voluntário adulto. Para isto basta nos procurar para fazer a inscrição. Para os adultos há diversas oportunidades. Maiores informações podem ser obtidas na nossa página www.escoteiros.tk – com informações gerais sobre o Grupo Escoteiro Uirapuru, ou em www.servoluntario.tk – que contém informações específicas para os adultos que querem ser voluntário no Grupo Escoteiro.

IS – O que você entende por inclusão social?

CN – Inclusão social é uma destas expressões que nascem com um sentido e depois viram guarda-chuva para vários sentidos. Inicialmente inclusão social era a inserção de pessoas portadoras de deficiências na comunidade, depois se ampliou o conceito para incluir as pessoas que foram privadas dos seus direitos fundamentais. Particularmente creio que inclusão social é desenvolver a cidadania, numa via de mão dupla. Não uma cidadania passiva, mas ativa, na qual aquele que se doa não perde de vista o que é função da comunidade e o que é função do Estado, e aquele que recebe contribui também para o seu autodesenvolvimento.

IS – Como você se sente podendo ajudar pessoas?

CN – A participação voluntária é uma experiência enriquecedora, especialmente quando se trabalha em um movimento educativo como o Escotismo, e que contribui para o autodesenvolvimento de crianças e jovens. Ao fazer isto eu me sinto um cidadão no mais amplo sentido da palavra, como alguém que realmente participa da vida da Civita (cidade).

Por Heloisa Rocha
Da Redação (Aracaju/SE)

UIRAPURU
Grupo de Escotismo Uirapuru
Endereço: Pça. Godofredo Diniz, 29 – Centro, Aracaju/SE.
Contatos: Ana Gardênia – (79) 3213-0248, uirapuru@geocities.com

 

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