21 de outubro: assassinato de Keno

21 de outubro: assassinato de Keno

Há dois anos, o trabalhador rural Valmir Mota de Oliveira, o Keno, foi executado por uma milícia armada no Centro Experimental da transnacional Syngenta, no Paraná. O crime aconteceu no acampamento Terra Livre, em Santa Tereza do Oeste, quando o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) denunciou a realização de experimentos ilegais com sementes de milho transgênico em zona de amortecimento, prática vedada pela Lei de Biossegurança.

Mesmo após a morte de Keno, as ameaças aos agricultores e à soberania alimentar do país continuam. A manutenção do latifúndio, o uso de milícias armadas, a dependência financeira causada pelas sementes transgênicas e o alto uso de agrotóxicos no campo evidenciam um modelo de desenvolvimento monopolista e violento.

Por essas questões, diversas organizações decidiram transformar o dia de ontem, 21 de outubro, em uma data para celebração da luta pela vida e contra os transgênicos, sendo um dia de resistência às violações aos direitos humanos promovidas pelas empresas transnacionais.

Também em celebração à causa, será inaugurado no próximo dia 14 de novembro o Monumento em Memória de Valmir Motta de Oliveira – Keno. A inauguração irá encerrar os trabalhados do IV Congresso Brasileiro de Agroecologia e II Congresso Latino-Americano de Agroecologia, que acontecerão em Curitiba de 9 a 13 de novembro.

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