Combate à Aids na África

 Combate à Aids na África

Falta de verba não é problema para as políticas de combate à Aids em países africanos. O que os governos dessas nações precisam é perder o medo de aumentar a inflação se aplicarem integralmente os recursos de doadores estrangeiros – alguns preferem usá-lo para o pagamento de dívidas internas ou para fazer reservas.

A afirmação é de um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, uma instituição de pesquisa e treinamento do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Governo do Brasil, que analisou a situação do Quênia, Maláui e Zâmbia.

Segundo o estudo, os governos africanos têm medo de que, caso utilizem mais os recursos externos recebidos, haja um impacto negativo na economia de seus países. Esse medo tem um nome: é a chamada "Dutch Disease", uma tese que diz que a entrada massiva de moedas estrangeiras em economias subdesenvolvidas pode levar a uma maior valorização do câmbio real e à perda da competitividade internacional dos países, prejudicando o crescimento da economia local.

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