Expositor diz que arte ajudou a superar barreiras

Expositor diz que arte ajudou a superar barreiras


Quem for à Feira de Sergipe, instalada na Orla da Atalaia, em Aracaju, poderá conferir os trabalhos do artista-plástico Cristiano da Silva (26), representante da cidade de Itabaiana. Esta é a primeira vez que participa do evento e já demonstra satisfação pela quantidade de pessoas que têm visitado o stand. “É muito gratificante ver as pessoas observando meu trabalho”, declarou.


Entre elogios e venda das obras, o artista mostra passo a passo como surgem os trabalhos que despertam a atenção pelos tons e formas que aos poucos tomam toda a tela. A natureza interiorana da cidade Itabaiana e a Serra, que empresta o nome ao município, são os temas preferidos do artista.


Para Cristiano, as artes-plásticas surgiram aos sete anos de idade como terapia ocupacional logo após um acidente automobilistas, que marcaria para sempre a vida daquele menino que passaria a conviver sob uma cadeira de rodas, em função de ter perdido uma das pernas. “Na época, estava deprimido e encontrava-me na arte. Não sei se seria artista se este fato não tivesse acontecido”, comenta.


Os primeiros rabiscos foram reproduções dos desenhos da TV que ganhavam os detalhes pueris, mas que já demonstravam a habilidade do menino. “A cada desenho que concluía era como se fosse uma vitória. Tudo o que colocava no papel era o que se passava dentro de mim”, observou.


Aos 18 anos, os desenhos começaram a ganhar mais detalhes e ao invés do papel passaram a ser feitos na tela. Agora, pincel e tintas davam ‘asas a imaginação’ surgindo assim as formas de Napoleão Bonaparte e Dom Pedro I. “Esses foram meus primeiros quadros”, relembrou Cristiano.


Até então, as obras eram conhecidas por poucos. Foi o olhar mais aguçado de um amigo, também artista-plástico, que o encorajou a difundir os trabalhos e fazer da arte uma profissão. Segundo o artista, até agora foram pintadas 68 telas, a maioria encontra-se nas mãos de admiradores.


De acordo com ele, não é toda hora que surge uma obra de arte e, para isso, o clima é fundamental para dar forma à criatividade. “Para pintar depende do estado de espírito. Pintar não tem hora. Geralmente gosto de trabalhar ouvindo músicas de Renato Russo”, revelou.


CAMINHO – Cristiano da Silva é natural de Pedro Alexandre/BA, já morou em Carira/SE, na capital de São Paulo e reside no município sergipano de Itabaiana desde os 16 anos. “Lá descobri minha terra natal. Foi em Itabaiana que encontrei inspiração para minha arte”, declara. Hoje, paralelo à arte, ele é monitor do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do município que escolheu para viver e formar uma família com dois filhos.


Por Anderson Barbosa
Da Redação (Aracaju/SE)

Publicado em Notícias