Igreja Católica promove campanha de enfrentamento ao tráfico de pessoas

log_cnbbMuitas dos quatro milhões de vítimas do tráfico de pessoas no mundo são de origem brasileira ou passam pelo Brasil todos os anos, alimentando um dos três mercados ilícitos mais lucrativos do planeta. Para dar visibilidade e auxiliar no combate a este crime, que é considerada a ‘escravidão dos tempos modernos’, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizará a Campanha da Fraternidade de 2014 com base no tema ‘Fraternidade e Tráfico Humano’ e no lema ‘É para a liberdade que Cristo nos libertou’ (Gl 5, 1).

A adoção desta temática para a Campanha da Fraternidade, realizada todos os anos pela CNBB, atende a uma expectativa das organizações sociais que atuam no combate ao tráfico de pessoas e atendimento às vítimas, que são em sua maioria mulheres e adolescentes exploradas para servir, principalmente ao mercado sexual de várias regiões do Brasil e do mundo. Além de captar vítimas para a exploração sexual, o tráfico de seres humanos também atua para a remoção de órgãos e tecidos, trabalho escravo e casamento servil, configurando-se em uma das principais violações das liberdades, dignidade e direitos humanos da atualidade.

Dados sobre o problema

Apesar de não existirem dados precisos, estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que cerca de quatro milhões de pessoas são vítimas das redes do tráfico de seres humanos por ano no mundo. A atividade está configurada como um dos três crimes mais lucrativos do planeta, ao lado do tráfico de drogas e do tráfico de armas.

Além de ser um dos países campeões no fornecimento de vítimas para o tráfico internacional e se caracterizar como um local de origem, trânsito e destino de pessoas traficadas, o Brasil também é local de exploração com o tráfico interno. Os principais destinos de vítimas brasileiras traficadas são o Suriname, Suíça, Espanha e Holanda. Informações: www.cnbb.org.br

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