Maioria dos catadores de lixo do Brasil vive no nordeste

Foto: faizakhalida.blogspot.com

Foto: faizakhalida.blogspot.com

A maioria dos catadores de lixo do Brasil vive na região Nordeste, é negra, predominantemente do sexo masculino, tem em média 40 anos de idade, ganha menos de 500 reais por mês e não gozam de previdência social. Esse é retrato traçado pela pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a fim de delinear o perfil dos catadores de lixos brasileiros. Os resultados apontam que a região Nordeste é a que possui maior quantidade desses trabalhadores, 30%. Entre os Estados, o que tem o percentual mais significativo é a Bahia, seguido de Pernambuco e Ceará. Grande parte dessas pessoas é negra, chegando a 66,1% do total em nível nacional.

Na região nordestina, essa percentagem é maior, alcançando 78%. O fator racial é tão evidente que mesmo o Rio Grande do Norte, que apresenta o mais baixo percentual dos Estados do Nordeste, o número de catadores negros é maior que o percentual nacional.  A faixa etária dos catadores no país é de 39,4 anos. Quanto ao gênero, os homens são significativamente em maior quantidade, atingindo um percentual de 68,9%%. Segundo a pesquisa, a predominância do sexo masculino pode ser explicada a partir dos outros papéis que são atribuídos pelas mulheres, como exemplo, cuidarem dos lares e dos filhos.

Outro fator analisado na pesquisa é a renda mensal que esses trabalhadores ganham por mês. No Nordeste, os valores são 10% menores que a média nacional, girando em torno de 459,34 reais. No Estado da Paraíba, a situação chega a ser mais crítica, com a renda em torno de R$ 391,93. Mais da metade dos catadores de lixo (57,9%) do Brasil buscam as proteções sociais oferecidas pela Previdência. Porém, devido à informalidade do trabalho, grande parte desses coletores de resíduos não sabe se existe regularidade nesse processo. No Nordeste, o Estado de destaque é o Rio Grande do Norte, pois 65% contam com a previdência. Além de Alagoas e Bahia, que também ficaram acima da média nacional. Em contrapartida, Maranhão e Piauí ficam abaixo da média, com 42,2%. Informações: www.ipea.gov.br

Publicado em Notícias

Sugestões são sempre bem-vindas. Um abraço!