Na melodia do silêncio sonoro, o não à solidão

Na melodia do silêncio sonoro, o não à solidão


Pare um instante e imagine como seria sua vida sem o canto dos pássaros, sem o som de uma cachoeira, com a ausência da música… Agora, pense em algo anterior, quando você ainda era bebê. Sem o som do chocalho, sem o balbuciar do “mãmã” ou “pápá”… O som do choro travado mostra, em princípio, a solidão de um mundo silencioso vivido pelos surdos.


A História mostra muito sofrimento, na qual loucos e surdos eram sacrificados na Grécia Antiga. A comunicação é vital para se ser livre e sem ela aumenta e dificulta os desenvolvimentos pessoal e social. O Brasil copiou o modelo dos monges franceses, que no trabalho de evangelização faziam voto de silêncio, que passou a ser trabalhado em crianças surdas.


A percepção foi acertada, o que trouxe muitas contribuições que vieram a facilitar a comunicação dos surdos. A Língua Brasileira dos Sinais (Libras) amplia a relação do surdo com a família, sua inserção no quadro dos direitos humanos, seu acompanhamento adequado na educação, sua inclusão sócio-político-cultural, sua profissionalização, enfim, sua identidade como um todo enquanto ser humano.


Aqui em Sergipe o projeto “Inclusão Social: Eu também faço parte!” tem atuado de forma inédita. Todas as quartas-feiras, a partir das 13 horas, o quadro do projeto, inserido na programação do “Fala Consumidor”, é traduzido para Libras pelo voluntário Geraldinho. Em sua melodia do silêncio sonoro, ele diz não à solidão de muitos surdos.


 

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