Olhar acadêmico: universitário cadeirante na UFS

Olhar acadêmico: universitário cadeirante na UFS

 Ser estudante é difícil. Todos os dias diversos textos, trabalhos, seminários, corre-corre dentro da universidade entre as salas de aula. Ufa! Cansa só de pensar. Mas essa é a vida que levamos. Andar, falar, ouvir, ver e são atitudes que praticamos corriqueiramente sem perceber.

Esta semana a estudante de jornalismo e voluntária na Ong ISocial, Elaine Mesoli, percorreu os prédios entre as didáticas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) com o olhar de um cadeirante. Uma pessoa que se utiliza de cadeira de rodas tem fácil acesso às salas de aula?

 Ao chegar à Universidade pelo portão de acesso ao terminal de integração e seguir até as salas de didática a movimentação de um cadeirante é tranqüila e fácil. Desde o terminal existem rampas e na porta de cada didática também. A principal dificuldade está na entrada frontal da didática II, pois o local onde está situada a rampa está danificado. Caso haja alguma aula no local, o acesso terá de ser realizado por uma das entradas laterais.

Na porta de trás de todas as didáticas, onde fica situado o corredor que as interliga, o acesso também é facilitado. Nesse último ano foram construídas rampas de ligação na transversal, como atalhos, entre os prédios de didática e departamentos que permitem o acesso ao Restaurante Universitário e à Biblioteca Central. Neste espaço quem se utiliza de uma cadeira de rodas não sofre muito e consegue se locomover com facilidade.

É possível concluir que o acesso às entradas da UFS, bem como das salas de aula da instituição atingem as necessidades de um cadeirante. Mas e quanto à acessibilidade no Restaurante Universitário? O Olhar Acadêmico da próxima semana abordará a referida temática.

Por Elaine Mesoli
Estudante de jornalismo na UFS e voluntária na Ong ISocial

Publicado em Notícias