Renda é um dos melhores caminhos para a inclusão social

 Renda é um dos melhores caminhos para a inclusão social

Fernando Rossetti é secretário geral do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) – www.gife.org.br – e comentarista do Canal Futura.

Os cursos para capacitação profissional de populações de baixa renda, promovidos por ONGs, costumam ter um impacto real nas comunidades?

Fernando Rossetti – Sim, e a qualidade desse tipo de intervenção está melhorando, à medida que o terceiro setor no país amadurece (é muito jovem, com pouco mais de dez anos).

A geração de renda pode também ser uma forma de alcançar o desenvolvimento pessoal e humano?

Fernando Rossetti – Sem renda é muito difícil ser cidadão na sociedade atual. Programas que só focam a formação profissional, sem incluir conteúdos de desenvolvimento pessoal, tendem a ter menos qualidade e impacto.

Qual costuma ser o impacto desse tipo de ação na vida pessoal do beneficiado? Além da mudança financeira, o que mais essas ações proporcionam?

Fernando Rossetti – Renda é um dos melhores caminhos para a inclusão social. No caso, por exemplo, das populações que vivem na fronteira com a floresta Amazônica, a geração de renda também favorece a preservação ambiental. No limite, a geração de renda, associada à educação de qualidade (da creche ao profissionalizante) é o principal caminho para a cidadania plena.

Qual a diferença entre os programas governamentais de geração de renda e os programas/projetos desenvolvidos pelo Terceiro Setor?

Fernando Rossetti – A escala das políticas públicas tem, necessariamente, que ser maior do que as do terceiro setor, muito mais localizadas. No entanto, o terceiro setor pode, com seu investimento em pesquisa e desenvolvimento de metodologias (tecnologias sociais), desenvolver soluções que, depois, o Estado pode disseminar em larga escala.

O educador que promove esse tipo de oficina precisa ter uma capacitação diferenciada?

Fernando Rossetti – Sim, quanto mais versátil sua formação, quanto maior seu repertório, quanto mais setores esta pessoa conhecer (Estado, Iniciativa Privada e Sociedade Civil Organizada), melhor serão os resultados de seu trabalho.

Que tipo de atitudes ONGs e instituições podem ter a fim de que as pessoas que passem por essas oficinas possam conquistar a autonomia?

Fernando Rossetti – Pensar a longo prazo; articular-se com as políticas públicas; atuar em parceria com diversos setores envolvidos; ter metodologias flexíveis a cada tipo de comunidade; respeitar a comunidade atendida; não criar dependência do apoio oferecido etc.

Fonte: www.missaocriancaaracaju.org.br.

 

Publicado em Entrevistas