Olhar acadêmico: rotina de cadeirante no restaurante da UFS

Olhar acadêmico: rotina de cadeirante no restaurante da UFS

 Imagine um estudante que chega às 7 horas em determinada universidade e terá aulas a tarde inteira. No horário do almoço ele precisará se alimentar. Por sorte a Universidade Federal de Sergipe possui o Restaurante Universitário (Resun). A comida é diversificada – quase sempre saborosa – e custa apenas R$ 1. Geralmente as filas são enormes, ainda mais em início de período letivo.

Para um cadeirante é fácil chegar até o Resun. As rampas de acesso foram construídas ou reformadas recentemente, mas no momento de entrar no estabelecimento observa-se que a acessibilidade para o referido público é precária. O corredor onde os estudantes devem passar e lavar as mãos é estreito e mal dá para uma pessoa que tenha algum problema com obesidade passar. Muito menos uma cadeira de rodas.

 Na Universidade Federal de Sergipe existem poucos cadeirantes. Até hoje conheci o Dillon, que cursa Letras. Como o curso escolhido por ele é noturno e o Resun funciona até às 19 horas, o estudante nunca teve problemas com o acesso ao local.

Entretanto, a partir de 2010 a UFS destinará uma vaga de cada curso aos portadores de algum tipo de deficiência. Assim, o Resturante Universitário é uma área que terá de ser novamente reformada, pois observou-se apenas uma ampliação do restaurante na última construção.

A UFS possui cerca de 100 cursos presenciais de graduação e cerca de 20 de pós-graduação. Assim, serão mais de cem pessoas portadoras de deficiência no ano 2010 frequentando o ambiente universitário. É necessário que o acesso ao restaurante para os estudantes seja disponibilizado de forma digna e em tempo integral.

E quanto à acessibilidade à Biblioteca Central da UFS? Esse é o ponto de partida para o Olhar Acadêmico da próxima semana.

Por Elaine Mesoli
Estudante de jornalismo na UFS e voluntária na Ong ISocial

Publicado em Notícias